Governo Municipal.

Símbolos

Deliberação nº 29/64

Art. 1º – Fica o Município de Rio Claro, tendo em vista o disposto do § único do artigo 195 da Constituição Federal, com o Brasão de Armas criado especialmente pelo ilustre Professor Alberto Lima, com a seguinte descrição heraldica:

“Escudo português esquartelado. No primeiro quartel, em campo de goles (vermelho), um gibão (túnica) de bandeirante de ouro; no segundo quartel, em campo de bleu (azul), uma coroa principesca, de ouro; no quarto quartel, em campo de sinopse – (verde), a silhueta da cabeça de um bovino, de ouro, tendo, ainda, na base, uma faixa ondada, de prata, aguada de azul; sobretudo, no cruzamento dos quartéis, ao centro, um escudete de prata, carregado de uma lira, de azul. Como suportes, a destra (direita) e a sinestra (esquerda), respectivamente, um ramo de café e uma haste de cana. Um listel de goles (vermelho), ostentando os seguintes dizeres: 1830 – RIO CLARO – 1949.  Encimando o conjunto, como peça principal, a coroa mural de cinco torres de prata, que é de cidade, tendo sobre sobre a torre central, uma elipse de bleu (azul), carregada de uma flor de lís, de ouro.

Art. 2º – O escudo português lembra a origem lusitana de nossa Pátria; o gibão, representa o bandeirante SIMÃO DA CUNHA GAGO que, com sua brava gente, chegou ao Campo Alegre da Paraíba Nova (hoje Resende), donde foram desmembradas as terras pertencentes ao atual Município de Rio Claro; a cruz latina, a presença da Igreja Católica Apostólica Romana, na pessoa do destemido padre FELIPE TEIXEIRA PINTO; a coroa principesca, a antiga vila de São João do Príncipe mais tarde São João Marcos, a qual pertenceu Rio Claro; a silhueta da cabeça de um bovino, atesta a riquesa pecuarista de hoje, um dos elementos marcantes da economia Municipal; a faixa ondada, representa o rio claro, corrente fluvial, que dá o atual topônimo; a lira, evidencia o grande poeta FAGUNDES VARELA, nascido em Rio Claro, 1875; o café e a cana, riquesas agrícolas do passado, hoje substituídas pelo arroz e pela banana, em grande escala; a flor-de-lis, a presença espiritual de Nossa Senhora da Piedade, padroeira do Município.

As datas:1830 e 1849, respectivamente, a criação do curato e, a elevação de Vila e Cidade, por força da lei Provincial nº 481, de 9 de Maio.

Art. 3º – Na renovação do material impresso do Governo Municipal, constarão obrigatoriamente o Brasão de Armas do Município de Rio Claro.

Art. 4º – Esta Deliberação entrará em vigor na data de sua publicação revogadas as disposições em contrário.

PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO CLARO, 28 DE DEZEMBRO DE 1964