Governo Municipal

Crônica

Nelson Mandela

– Hélio Bruma –

CelularesNada há de mais notável e mais produtivo do que uma parada no tempo, quando a razão é superior. Nós podemos fazê-lo, para uma reflexão importante, numa homenagem a um ser humano diferenciado.

“Quando um homem fez o seu dever, pode descansar em paz. Acredito ter feito esse esforço, e, por isso, dormirei pela eternidade.”

“Para ser livre não basta abandonar as correntes, mas viver de uma forma que respeite e aumente a liberdade dos outros.”

“Se eu tivesse meu tempo mais uma vez, faria tudo de novo. Assim como qualquer homem que ousa chamar a si mesmo de homem.”

“Eu não tinha nenhuma crença específica, a não ser a de que nossa causa era justa e estava conseguindo mais apoio.”

“Eu jamais considerei um homem como meu superior, seja na minha vida pessoal ou dentro da prisão.”

“Depois de escalar uma grande montanha, um ser humano só descobre que há muito mais grandes montanhas para escalar.”

“Um país não deve ser julgado pela maneira como trata seus cidadãos de escalões mais altos, mas por como trata os de escalões mais baixos.”

“Uma boa cabeça e um bom coração formam sempre uma combinação formidável.”

“O que conta na vida não é o simples fato de vivermos. A diferença que fazemos na vida dos outros determina a importância da vida que levamos.”

“Dificuldades derrubam uns, mas erguem outros. Nenhum machado é afiado a ponto de cortar a alma de um pecador que não desiste.”

“Descobri que não podia desfrutar as liberdades medíovres e limitadas que me davam quando eu sabia que o meu povo não estava livre.”

“Discursos longos e descolados das condições objetivas não levam a ações de massa e podem prejudicar a organização e a luta.”

“Percorri aquela longa estrada até a liberdade. Tentei não esmorecer; dei passos em falso pelo caminho.”

“Mais poderoso do que o meu medo das condições na prisão é o meu ódio pelas condições às quais o meu povo está sujeito fora da prisão.”

“Se 27 anos preso nos ensinaram algo, foi a usar o silêncio da solidão para nos fazer entender o quão preciosas são as palavras.”

“Detesto o racismo porque considero uma coisa bárbara, venha de um negro ou de um branco.”

“Sempre permanecerá como uma mancha inapagável na História da Humanidade o fato de que o crime do apartheid aconteceu.”

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Apontamentos de Literatura

CelularesEspiritualidade
Guimarães Rosa escreveu, em Tutaméia: “não confunda sorvete com Nirvana”. Essa frase (cito-a de memória) me vem à mente toda vez que ouço alguém se declarar “espiritualizado”, com um orgulho mal contido pela própria espiritualidade. Os espiritualizados estão por toda parte. É um verdadeiro suplício. Ligo a televisão e está lá a celebridade se dizendo espiritualizada, em plena vulgaridade de programa de auditório, com roupas de grife, a profundidade intelectual de uma poça e um verniz de penitência no rostinho ao pronunciar a palavra-fetiche. Não tenho prazer em botar água no incenso de ninguém, mas tenho um compromisso com a interpretação da realidade, então lá vou eu tentar mostrar que zen-budismo não é a mesma coisa que zé bundismo. (Francisco Bosco)

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Crônica

Rol de Notícias

– Hélio Bruma –

 

CelularesImaginem que tem destaque o fato de estar difícil encontrar nos restaurantes as trufas brancas do Piemonte. Estão caras demais. O quilo atingiu 8 mil euros, e um prato de cabelinho de anjo com lascas da tal trufa custa 550 reais. / Por aqui, no nosso mundo, nada temos sofrido com isso, porque é uma unanimidade não gostar de trufas brancas. Preferimos coisas mais simples. É uma sorte.

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Uma blogueira que está na moda – ela tem 400 mil seguidores no Instagram – cobra 22 mil de cachê para aparecer em eventos, com hospedagem em hotel 5 estrelas e frigobar liberado. / Sorte nossa é qua jamais a teremos por aqui, impedidos não pelo preço do cachê, mas por falta do hotel com tanta estrela.

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Que coisa boa terem brigado entre eles os envolvidos na chatice da história da proibição de biografias. Pura perda de tempo acompanhar a discussão, ou ler a biografia de qualquer um deles. Por falar em biografia, vale a pena ler a de Carmem Miranda, obra de Ruy Castro, para conhecer tudo sobre o início da MPB e do cinema americano. / Na nossa terra, bom mesmo é conhecer as diversas biografias de Fagundes Varela, obras que têm substância e qualidade, que o biografado jamais tentou impedir que chegassem aos interessados.

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O que ainda não deu sossego é a peregrinação pela mídia do zumbi Eike Batista. Que bom que o Eike não tenha pretendido fazer nada por aqui. / Empreendedor mesmo, na nossa terra, foi o Seu Nonô, que às suas custas, sem qualquer injeção de banco oficial, fez uma usina de energia elétrica e serviu todo o município, até que a Light assumiu o encargo.

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Formidável o Novo Maracanã, desde que se desconte que nos lugares mais caros não se tem garantia do assento comprado caro, tem-se que assistir ao jogo de pé, os porcalhões continuam fazendo xixi fora do local destinado a isso, e não aparece ninguém para proteger o direito de quem foi até lá. / De Maracanã, o que temos na memória é uma viagem de kombi, que começava cedo, e nos levava ao Rio. Era o estádio de todo o povo, com um único preço de ingresso para toda a arquibancada, com mais de uma centena de milhar de torcedores acomodados nos degraus de concreto, servidos por vendedores de mate, de sorvete e pipoca. O nosso Maracanã, sem as frescuras de agora. Na volta, era parar num dos restaurantes da Dutra, e chegar aqui já noite, com a alma em festa pela jornada magnífica, mesmo que a cabeça estivesse inchada.

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Por aqui, a expectativa de quem fez o concurso da Prefeitura. Que resultado demorado! / O reconhecimento do mérito começa no concurso. É uma excelente oportunidade de exemplo para a criançada das escolas e para os jovens estudantes. Sempre haverá disputa pela vida afora, em toda parte. E a meritocracia balizará a pretensão da cada um. Proveitosa lição, o concurso.

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É bom que todos saibamos que o Rei da Suécia estará na semana que vem em São Paulo. Vai almoçar com empresários, na sede da Firjan, e chagará num ônibus fretado, sem seguranças e sem luxos. Comidinha simples: carne com purê e peixe com legumes. / O homem é o Rei da Suécia. O que vemos por aqui é muito diferente. Basta ter cheiro de autoridade, é um montão de segurança, carro blindado, helicóptero, banquetes e manjares sofisticados, baixelas de prata. Fica a lição de humildade e seriedade.

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Muito difícil entender e admitir que o Brasil importa combustível e vende aqui por preço menor do que pagou lá fora. Infelizmente, é a realidade. / Isto me lembra um caso havido na nossa cidade. Naquele tempo, o que conhecíamos era quitanda. Pois o camarada abriu aqui coisa semelhante a um hortifruti, numa loja ali por onde está hoje a Lanchonete Improta. E era mesmo uma beleza de preços e de oferta de legumes, frutas e verduras em geral. Ninguém mais tinha horta em casa, e o negócio foi um sucesso. Não durou muito. Por meias tintas e nebulosas, acabou todo mundo sabendo que a mágica dos preços baixos era porque ele não pagava ao fornecedor.

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Ninguém desconhece o seguro-desemprego, para socorrer os que perdem o emprego, dando-lhes um fôlego até conseguir nova colocação. Pois a coisa virou um excelente negócio para um monte de picaretas. O Governo confessa a existência da fraude, e a comprovação está na seguinte simples operação matemática: quando a taxa de desemprego era de 12%, o gasto do Governo com seguro-desemprego era de 0,5% do PIB. Pois agora, com a taxa de desemprego em 5,5%, o país gasta 1% do PIB. / Isto me faz lembrar um caso que se deu bem perto de nós. O Honório era um sujeito bem aprumado na vida, com uma fazendinha arrumada, um gadinho bom, casa na cidade, para facilitar a vida da mulher e dos filhos na escola. Ele vinha nos fins de semana. Pois não é que morre um parente ricaço e deixa uma substanciosa fortuna para o Honório. Homem sério, Honório não fez visagem com a fortuna. Seguiu no seu jeitão modesto, mas melhorou o plantel, comprou uma caminhonete nova, manteve a mesma casa e os mesmos hábitos. Passaram-se uns anos, os filhos já na faculdade, e estoura a bomba. O Honório tinha quebrado. Falam daqui, fofocam dali, e restou o que parece ser mesmo a verdade: a mulher do Honório, senhora de belas virtudes, foi a causadora do desastre. Começou ao de leve, ajudando o pai e irmãos dela, que não gostavam de trabalhar. E com a artimanha da mulher muito amada, acabou conseguindo do marido aval para quantias vultosas, que os familiares da mulher diziam investir em títulos altamente rentáveis. Quando a coisa explodiu, foi a derrota do Honório. Não havia título nenhum, a dinheirama fora gasta na farra, nos carros de luxo, em imóveis e mulheres caras. Saldando tudo, lá se foi o nosso amigo Honório. O sogro e os cunhados do Honório são os desempregados de mentira, e o pobre Honório, o Governo, que está certo de que ajuda, mas logo cairá no buraco.

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Crônica

Comunicação

– Hélio Bruma –

Celulares

Celular novo é um mundo de possibilidades. Mas como é difícil absorver tanto conhecimento na velocidade necessária para entrar no espaço dessa garotada, que tira tudo aquilo de letra, deixando a gente frustrado e muitas vezes ressentido, porque impossível acompanhar.